Um bom lugar para encontrar cromos é a faculdade. O trágico é que muitas vezes não só é preciso conviver (bem, de preferência) com eles com é preciso trabalhar com eles. No meio deste extenso e altamente diversificado universo, cheio de personagens potencialmente irritantes que com demasiada frequência partilham algumas destas características-tipo.
· O falso modesto: começo com chave de ouro, já que este é um dos piores. São aqueles que queixam-se sempre que nunca sabem nada, que o teste, exame etc. correu muito mal e vão ter muito má nota, mas nunca têm menos de 18.
· Os picuinhas: são sobretudo muito chatos de aturar em casos de trabalhos de grupo. São altamente minuciosos com todos os aspectos do trabalho, desde os mais importantes aos mais irrelevantes. Por definição só eles e que sabem fazer o trabalho, e o que os outros fazem nunca serve (se é que te deixa fazer alguma coisa) além de que por definição só eles têm boas ideias, têm sempre razão, e queixam-se sempre que os colegas de grupo nunca fazem o suficiente.
· Os que vêem a pulga e não vêem o elefante: estes conseguem desesperar um santo, porque são altamente preocupados com toda a sorte de detalhes estéticos totalmente irrelevantes, mas são totalmente alheios ao conteúdo de fundo dos trabalhos, sendo totalmente inúteis no caso de uma duvida sobre algo que não se o slide deve ser vermelho ou cor-de-rosa.
· Os inúteis: não fazem nada, não querem fazer e têm raiva de quem faz. Em suma, não existem e nunca se pode contar com eles para rigorosamente nada. Felizmente na FMl são raros.
· Os arrogantes: por definição são donos da verdade, sabem sempre mais que tudo sobre todo e qualquer assunto. Nem a vale a pena discutir com estas criaturas, a única solução é tentar fugir delas o mais depressa possível.
· Os super-totós: com demasiada frequência sabem imenso de tudo o que é preciso estudar e chocantemente pouco de tudo o resto. Têm geralmente um discurso de uma infantilidade atroz ou de uma superficialidade mais atroz ainda. É completamente utópico tentar conversar com estas almas sobre qualquer assunto sério não relacionado directamente com a matéria, e nem vale a pena tentar, porque quando abrem a boca conseguem deixar qualquer um pregado à cadeira com o sem-número de barbaridades que vai ouvir.
· Os super-queques: provinientes das escolas finas de Lisboa (publicas e privadas) esta elite auto-designada faz muito pouco por disfarçar a sua presença. Formam grupos mais ou menos restritos oscilando entre a arrogância extrema da qual é melhor fugir a sete pés, até uma grande acessibilidade, por vezes vezes com um discurso surpreendentemente interessante.
sexta-feira, 9 de novembro de 2007
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1 comentário:
pois...essas espécies abundam no sistema estudantil. Alguns como os "inúteis" são absolutamente inofensivos, sendo muitos dos outros potencialmente perigosos, pois nunca se sabe quando a sede da competição os fará agir de modo agressivo em relação a outros...
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