segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

A maldição dos primeiros encontros - Um guia de sobrevivência

Se são daquelas criaturas, cuja sorte ao amor e etc é infindável, este post não é para vocês. Este post é para a rapariga doce que acaba sempre frustrada, aborrecida, chateada no final de um primeiro encontro. Falam de amuletos para tudo e mais alguma coisa, mas nunca ninguém se lembrou na importância de tal num primeiro encontro. Isto, porque o 1st date é como pegar num carro pela primeira vez, apenas para o testar. Podemos gostar dos assentos, achar o motor e afins cheio de potencialidades e, no final A. não funcionar B. não nos adaptarmos a ele C. não sermos a pessoa indicada para o trabalho.
O verdadeiro teste a se uma relação pode suceder é o 1o e o 2o encontro. É a prova dos 9. No primeiro, é o test drive, no segundo é uma espécie de confirmação se realmente vale a pena ir em frente.
Por isso, quando saem num primeiro encontro, devem:

A. Levar uma frigideira para dar na cabeça do sujeito, compareça ele ou não ou dito (sim, porque se vos deixar plantadas devem ir pessoalmente dar-lhe com o instrumento de cozinha). Isto, porque...Raramente, um primeiro encontro corre bem. Se há segundo, talvez possa haver uma compensação posterior...Se não, pelo menos, manifestaram a vossa violência reprimida.

B. Levem uma ferradura, trevo de quatro folhas, etc...Sim, é preciso um amuleto. É PRECISO SORTE.

C. Não se aperaltem muito...Sejam sofisticadas, mas descontraídas...Sim, porque, geralmente, não vale muito a pena o esforço...

D. Sejam vocês próprias, não se enervem. São melhores do que pensam...Eles, na maioria das vezes, não.

E. E, este é o ponto fulcral, não se apaixonem...NUNCA!

Vejam a Rita. Rapariga engraçada, doce, sempre acreditou no princípe encantado... Tem tido o pior dos azares nesse ramo, porquê? PORQUE ELA ACREDITA SEMPRE.

Sim, o poder de acreditar é importante, mas não tanto quanto o instinto de sobrevîvência. O amor é apenas uma ilusão, em muitas coisas. Come what may? É só para o Christian e a Satine. Histórias românticas de filme com largas semelhanças com a realidade? Lamento. Mentira. Miúda fantástica e incrível e rapaz fantástico conhecem-se e apaixonam-se? Só para os sorturdos...

E, no entanto, não devemos deixar de acreditar em algo. Nem que seja no sol de verão. Ele costuma chegar sempre. Esse é o momento mais belo das nossas vidas...Pelo menos, foi o que o J. uma vez me dsse e eu nunca vou parar de acreditar.

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

A máscara

Existem raros momentos na vida de uma mulher solteira em que realmente acreditamos em magia. No tal momento. Na tal circunstância. É certo e sabido que temos a possibilidade de nos afogar naquele lago de tristeza, o lago das nossas lágrimas, mas tentamos, porque como diz Pessoa, "Matar o sonho é matarmo-nos. É mutilar a nossa alma. O sonho é o que temos de realmente nosso, de impenetravelmente e inexpugnavelmente nosso." O sonho de que, algures naquele mar de estrelas, algo nos guia, alguém nos espera... É por isso que persistimos pela complitude. Pelo nosso Jake. Por uma verdade que se esconde noutra pessoa. A desilusão e o martírio dão-se, mas a esperança quer vincar-se, não deixa que a fantasia desvaneça, porque sem ela não há nada. Apenas pó...E ninguém deseja pó.

É possível mostrar a alma a algúém através de uma máscara? Oscar Wilde diz que sim. Afinal, "dêem ao homem uma máscara e ele dir-vos-á a verdade". Sim. É impossível não o fazer. A máscara é como um colete à prova de balas que não nos expõe ao ridículo.
Não seria perfeito se todos fôssemos bolhas de sabão, pairando no ar? Assim, haveria momentos, em que a verdadeira alma se mostraria. Primeiro devagar e inatingível, mas depois, a pouco e pouco, forte e incomensuravelmente magnânime. Nunca haveria uma verdade ornamentada com uma mentira. Seria sempre tudo puro e verdadeiro.

Por isso, eu ponho a questão: é possível usar uma máscara para descobrir a nossa verdade? ou devemos acreditar que essa máscara transformará a nossa verdade numa mentira?